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Oficinas do Medo e dos Sonhos

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26º Encontro - 29 de outubro de 2009.doc - CAPS Itaim

 

27o. Encontro - 12 de novembro de 2009 - Fundação Vanzolini

 

Estratégia metodológica criada por David Calderoni para associar a expressão e a elaboração psíquica do medo e dos sonhos a um objetivo de “construção da história individual e coletiva”.

 

 

Extrato polifônico da Oficina do medo e dos sonhos

junto ao Grupo Gestor do Plano de Auto-Formação Local de Pinheiros – 1º encontro –  29/10/2009

 

Eu estou com dor, sinto aflições, penso que não estou sendo compreendido. Uma oficina dessas demanda um tempo que não está na ordem do intelecto, mas das emoções. Para a gente pensar enquanto grupo: é a segunda vez que a gente chega no espaço e as pessoas do espaço não estão lá para acolher. É pouco tempo que tem e é um espaço muito rico. Esse espaço/tempo precisa ser mais bem cuidado pelo grupo. A gente não conseguiu aprofundar porque perdeu tempo por causa da forma da reunião. Se eu tivesse colocado tudo o que penso, não daria tempo. O medo que a gente tem com relação ao tempo – nosso vício? Hoje o meu medo mais evidente se concentra na questão do tempo: tempo pessoal e em relação ao serviço e em relação à contemporaneidade. A minha aflição com este encontro de hoje me deu idéia da minha aflição em relação à Auto-Formação: falta de foco. Quero sistematizar: foco, tempo e organização – senão, isso pode se extinguir. Medo de não ter tempo e perder o foco: o meu sonho é criar um espaço sem urgências e sem aflições em relação ao foco e ao tempo. O tempo na reunião de hoje aparece como um fulcro de aflições e a reunião de hoje tem a ver com o hoje em dia da nossa contemporaneidade. Um dos grandes fulcros das aflições de hoje, que é homogêneo ao fulcro da aflição quanto ao tempo, é a aflição quanto ao foco comum articulatório dos tempos heterogêneos das diversas frentes de trabalho aqui reunidas.

 

Extrato polifônico da Oficina do medo e dos sonhos

junto ao Grupo Gestor do Plano de Auto-Formação Local de Pinheiros – 2º encontro –  12/11/2009

 

Meu medo é que os obstáculos minem o sonhar conjunto por não conseguir visualizar como poderíamos nos articular. Meu sonho é superar coletivamente o medo do tempo. Ver o mundo através do olhar do outro: generosidade é o princípio fundamental. Estamos concretizando uma articulação conjunta que me permite superar medos na realização do projeto. Sonho com o foco subjetivo compartilhado de um sonho comum. Confiança anda junto do reconhecimento e do compartilhamento. É sem fim o andar e o construir. Fomos falando e não estou mais bravo. As coisas estão começando a acontecer. O primeiro encontro produziu! E este também. A gente agüenta e a gente confia. Dar as mãos é um objetivo que se sustenta no fazer conjunto dos projetos. Gosto que estas oficinas sejam praticadas pelos presentes em seus espaços próprios. Desejo ajudar a cuidar de quem cuida.

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