Relato Auto formação Local
31 out 08
Casa da Cidade
1. Apresentação da Casa da Cidade: Gustavo, Vanderlei, Nabil e Wagner
Espaço aberto para proposição de políticas publicas para a cidade há 8 anos. Em 2005 virou uma associação com estatuto aberto na dimensão de possibilitar debates e formação nos temas, política urbana e economia solidária.
2006 - candidata-se ao edital de rádios comunitárias de São Paulo, com o objetivo de fazer a rádio da Vila, um projeto com foco regional, que funciona através de um conselho comunitário formado por organizações locais da sociedade civil.
A casa da Cidade possui participação junto ao movimento Nossa São Paulo e se mantém com trabalho voluntário, arrecadação de verba dos associados e verba de cursos.
2. Lílian abre a discussão apresentando questões gerais sobre o Plano de Auto Formação, no intuito de responder a inquietações como: Para onde vamos? O que é esse grupo?
O Plano de Auto Formação Local possui uma proposta inicial pautada por 4 eixos: bairro-escola, educação integral, juventude & trabalho e cultura urbana. É uma tentativa de construir colaborativamente um projeto de auto formação das instituições locais para a construção de um projeto coletivo.
A intenção é que os parceiros possam compartilhar suas idéias, ações, métodos e conhecimentos em relação a estes eixos.
Esse movimento constitui um caminhar que pode gerar uma proposta pedagógica do bairro.
Roberta acrescenta que a wiki é o espaço em que o Plano de Auto Formação toma corpo através do registro dos encontros e do compartilhamento de materiais, produções e indicações.
Lílian retoma sua explicação para apresentar como o Aprendiz vê a questão de educação integral:
- Educação ultrapassa a escola;
- Conhece e utiliza o território;
- Possui uma relação de espaço e tempo construído com a comunidade;
- Currículo como mapa social local;
- Educação de sentido e verdade local;
Nesse momento Roberta pede a participação de todos para explorar o sentido de educação integral e a proposta da Auto Formação Local.
Nabil abre a roda apresentando a proposta de bairro escola de Nova Iguaçu, onde trabalha como consultor para a construção do plano diretor da cidade.
Nova Iguaçu realizou um ato importante de conectar a política social junto ao urbano como caminho importante de fazer espaços da cidade, como educadores.
Em 2002, através do Plano Diretor (responsável por pensar a cidade toda) de São Paulo, foi criada a possibilidade que não foi implementada de construção de um Plano de Bairro, de juntar o zoneamento da cidade com outros aspectos.
No Plano regional de 2004, fomentado pelas Sub Prefeituras, foi aprovada a formalização dos bairros junto aos Planos de Bairro.
Município
Sub Prefeitura
Distrito (unidade formal, que possui mais de um bairro)
Bairro (unidade não formal, que entra em conflito de interesse, identidade e características.)
Bairro: limites do qual você anda a pé
Nessa perspectiva o Plano de Bairro visava casar limites e territórios relativos a questões sociais.
O Plano de Auto Formação Local pode ser um grupo que discuta o Plano de Bairro, para:
- Gerar dados mais precisos.
- Possibilitar ações e atuação localizada.
Fidel apresenta a Rede do Brooklin (criar link para site) e sua experiência:
O Brooklin possui bairros com marcas limites bem fortes, o que pode ser enxergado como uma facilidade.
Nesse sentido podemos pensar no seguinte esquema de ação:
Educação Integral
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Bairro Escola
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Arranjos Educativos Locais
Bairro: ligações de pessoas e suas relações
David e Maria Lúcia apresentam o projeto do NUPSI (criar Link), uma possibilidade de pensar saúde junto com outras questões.
Após a fala do Nabil e de outras pessoas, Vanderley levanta a possibilidade de uma formação mais específica no tema de Plano Diretor.
Plano diretor Regional (criar link)
Na Possibilidade de pensar o Plano de Bairro podemos integrar as redes e territorialidades que já existem para cada um dos envolvidos locais. Juntar, por exemplo, a rede de saúde e ensino que já possuem suas territorialidades.
Vila Madalena: um bairro central caracterizado por ter moradores e também outras pessoas de transição.
David apresenta a questão: vicinalidade e transversalidade
Nabil: A cidade cada vez mais agressiva tende à vicinalidade, por exemplo: condomínio fechado, atomística de isolamento que leva ao gueto, a morte do espaço público. Por outro lado a vicinalidade pela identidade e ligação de relações é importante.
Nabil defende pontos territoriais que se bastam onde pessoas moram – trabalham – realizam seu lazer no mesmo espaço.
Fidel comenta a importância de aproveitar o contexto a nosso favor e com isso garantir as referências dos micros com dispositivos de comunicação entre outros pólos.
Helena retoma a questão de educação integral, retomando a fala do Nabil sobre a experiência de Bairro Escola de Nova Iguaçu e também a experiência de Israel que trabalha escolas com áreas de excelência. Nesta experiência, a escola que tem excelência em artes conecta-se com as galerias, museus, cinemas, teatros e outros espaços artísticos da cidade; a escola que tem excelência em ciências conecta-se com os laboratórios, museus de ciências, indústrias, universidades etc... Os estudantes passam 2 dias por semana na escola do seu bairro 3 dias nos espaços conectados à escola da área que mais lhes interessam. Trata-se de uma experiência de educação integral, que integra o "turno" e o "contra turno" e integra os diversos espaços e equipamentos públicos da cidade.
David enxerga o Plano de Auto Formação como uma ligação dos ativos e aumento do Capital Social na garantia de pólos e planos locais.
Apresenta a possibilidade de vizinhos de vontade e locais: nesse sentido, Israel é vizinho de Nova Iguaçu. O ponto chave é COMUNICAÇÃO que supera o medo.
Gustavo com relação ao Plano de Auto Formação fala sobre o medo de decrescer o número de pessoas do grupo, será que a comunicação está falha?
Piatã não acha que existe falha de comunicação, mas que ainda está em fase de construção desse coletivo, de seus objetivos.
Wagner vê como negativo a proposta de um comunitarismo Stricto Senso de racionalização do que é ou era o bairro há 30 anos?
A Rádio da Vila vem a favor de uma maior comunicação local.
Maria Lúcia também vê o grupo do Plano de Auto-formação Local em um processo de construção e nesse sentido visualiza o que é possível para além das idéias e com isso se conectar.
Helena vê a possibilidade de o Plano de Auto Formação gerar um processo para a criação do conselho de bairro Escola, em que se discuta o que queremos para as pessoas, crianças e adolescentes. Para a criação do Conselho, ai sim precisaremos mobilizar mais pessoas, organizações e, principalmente, as escolas.
Joana apresenta proposta de gravar as reuniões em áudio e com isso gerar um material das discussões. Informa que, como decorrência do Plano de Auto-Formação Local, o Museu da Pessoa ativou o site de histórias da Vila Madalena. Sugere que o grupo poderia ser responsável por buscar e trazer pessoas da Vila para alimentar esse site.
David apresenta o grupo Invenções Democráticas formado por pessoas com interesse em criações libertárias em 3 movimentos: Educação Democrática, Economia Solidária e Justiça Restaurativa.
Com ações de discussão na internet e possibilidade de revista internacional como ferramenta de comunicação. Uma maneira de entender o sujeito político como ser coletivo e suas relações de comunicação. Formas orgânicas que possibilitam a criação democrática.
Próximo encontro
Data 14 novembro 2008
Escola Oswald de Andrade
Rua Cerro Cora, 2375
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